Turismo

PRÉDIOS HISTÓRICOS DE MARANGUAPE

Maranguape preservou seus prédios representativos da arquitetura dos séculos XIX e XX, alguns deles caminhando para avançado estado de deteriorização. São representativos do século XIX:

SOLAR BONIFÁCIO CÂMARA

Prédio edificado em meados do século XIX, por uma das famílias que denominavam o cenário social da vila, depois cidade. Nos faustos tempos, chegou inclusive a hospedar o bispo diocesano.  O solar abrigou os descendentes da família Bonifácio Câmara até há pouco mais de 30 anos e passou por dois proprietários sucessivos, antes de ser adquirido pelo Município. Está localizado à rua Major Agostinho 290 Centro Maranguape- Ce e está tombado por uma lei municipal.
Foi totalmente restaurado para abrigar a cultura e a história de Maranguape, com a instalação em seus salões do Núcleo de Artes, Educação e Cultura (biblioteca, Galeria de Artes, Videoteca/Auditório, Cantina Cultural e outras atividades). Nesse solar está instalada a Biblioteca Pública e Pólo Capistrano de Abreu, referência no estado do Ceará como uma das bibliotecas com o melhor acervo atendendo diretamente 22 bibliotecas de municípios da Região Metropolitana e Maciço de Baturité, no acompanhamento de suas catalogações e atendimento ao usuário.

SOLAR DA FAMÍLIA CORREIA

Situa-se no canto sudoeste da Praça Francisco Colares (Praça da Matriz) nº40 Centro da Cidade, construído para abrigar os doentes da cólera e tuberculose em meados do século IX e início do século XX sendo assim a primeira unidade hospitalar e escolar ( O Grupo Benjamim Barroso) deste município e em seguida serviu de residência da Família Correia. O primeiro pavimento está ocupado por pequenos comércios e o segundo pavimento está instalada uma pousada de propriedade dos atuais herdeiros, a família Lopes. Já foi referência como hotel e sede da Fundação de Turismo Esporte e Cultura, sede da Guarda municipal do Patrimônio, sede do Arquivo Público de Maranguape.

SOLAR DA FAMÍLIA SOMBRA

Edificação de meados do Século XIX, mandado construir por Joaquim José de Sousa Sombra, para sua residência, situado a Rua José Fernandes Vieira Centro Maranguape – Ce. Joaquim José era Presidente da Câmara Municipal e o Solar testemunhou as mais importantes discussões da política local por todo o resto do século, como também o primeiro encontro do movimento abolicionista do Brasil. Aliás, foi nele que se deu o encontro de Capistrano de Abreu – que se destacaria como o Príncipe dos Historiadores brasileiros com o romancista José de Alencar.
No princípio do Século XIX, foi residência de Joaquim Correia Sombra, filho de Joaquim José. Nele, manteve uma farmácia, para onde acorriam os portadores de males e pestes tão freqüentes até as primeiras décadas do Século XX. Desse prédio saiu a tropa que se envolveu no conflito conhecido como Cerco do Trapiá (1914). Hoje, o prédio encontra-se totalmente restaurado e abriga na área direita, seus herdeiros a Sra. Marizita Sombra e família e no seu lado esquerdo está instalada a agência da Caixa Econômica Federal.

PALÁCIO DA INTENDÊNCIA

Construído com recursos públicos de assistência aos atingidos pela seca de 1877-79, para abrigar a Câmara Municipal, que depois passou a se chamar Intendência e hoje é prefeitura. O prédio mostra em suas formas, influências da arquitetura colonial.
Esteve por muitos anos desocupado, em virtude da precariedade da coberta e estrutura, mas, após obras de restauração, para ele voltou a Prefeitura, que lá permaneceu até sua transferência para um dos três prédios do Centro Administrativo Virgílio Távora, construído com essa finalidade, no velho prédio da intendência também esteve o Fórum, uma repartição da EMATERCE, o Instituto do Patrimônio Arquitetônico do Município – IPAM e hoje totalmente restaurado com recursos federais, abriga a Farmácia Popular, e o Centro de Apoio Psicosocial Infantil – CAPS.

ARTÍSTICA MARANGUAPENSE

Outro prédio construído como obra de emergência da seca de 1877-79, com a destinação de sediar uma escola. No final do primeiro quartel do Século XX, situado a Rua Major Agostinho esquina com a Travessa Cel. Afro Campos. Estando com seus ociosos, os associados da Artística Maranguapense conseguiram autorização do governo do Estado para utilizarem-no como sua sede. Nele fizeram suas reuniões e chegaram a montar um teatro e um cinema o Cine teatro São José. Essa entidade conseguiu sobreviver até meados da década de 40. Serviu de salão de bailes carnavalescos e nele funcionaram algumas escolas particulares. Nos últimos 40 anos, seus espaços têm sido ocupados por carpintarias o que tem acelerado sua deteriorização, por falta de manutenção.
Atualmente encontra-se restaurado por meio de recursos do PROARES, e abriga mais uma unidade do núcleo de Artes, Educação e Cultura onde são desenvolvidas as atividades de Orquestra de Cordas, o estúdio fonográfico como também é sede da Banda de Música Municipal Maestro João Inácio da Fonseca e está instalado um teatro com 133 lugares.

MUSEU DA CIDADE (ANTIGA CADEIA PÚBLICA)

No século XIX, o presídio constituía-se num dos símbolos do poder municipal, onde além de manter os infratores em cárcere privado, também eram realizadas necrópcias nos corpos pelo médico maranguapense Dr. Argeu Gurgel Braga Herbster. Um fato curioso que vale a pena ressaltar é que a pedra que servia de base para esta função, ficava situada em frente a cela de número sete (a mais temida), onde eram presos os autores/autor do homicídio no qual teria vitimado o corpo que estava sendo necropciado, sendo o mesmo, obrigado a assistir tudo. Esta prática era utilizada exatamente para advertir ou intimidar a população.
A arquitetura do prédio se forma por um extenso corredor, que ao fundo se localizava esta pedra, que era possível ser vista através da grade de entrada.
O prédio da cadeia pública foi abandonado por impropriedade de suas instalações para a realidade de então, ao mesmo tempo em que apresentava riscos de desabamento. Mesmo assim, após a criação da Região Metropolitana de Fortaleza, teve como último inquilino a primeira Delegacia Metropolitana de Maranguape, que pouco tempo depois, teve que se mudar, conseguindo alojar-se num prédio residencial de dois pavimentos, localizado no Bairro Outra Banda, hoje num prédio situado a Praça Capistrano de Abreu – Centro. Em convênio com o IPHAN e a Prefeitura Municipal de Maranguape, foi possível passar pelo processo de restauração, na finalidade de instalar o Museu da Cidade, o qual, já inaugurado e em fase de pesquisa e montagem do acervo. O museu está localizado à rua Major Agostinho S/N centro de Maranguape.

CASA DE CULTURA CAPISTRANO DE ABREU

Construído na primeira metade do século XIX, foi a residência do décimo Prefeito de Maranguape, Dr. João Bezerra, em seguida abrigou a Escola Técnica de Contabilidade e a Escola Particular São José. O prédio foi restaurado em 2002 com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID, através do Programa de Apoio as Reformas Sociais para o Desenvolvimento de Crianças e Adolescentes – PROARES, na finalidade de funcionar como Núcleo de Arte, Educação e Cultura – NAEC, em parceria coma Prefeitura Municipal.
Hoje funciona como a Casa de Cultura Capistrano de Abreu e a sede administrativa da Fundação Viva Maranguape de Turismo, Esporte e Cultura – FITEC, onde são realizados também vários cursos gratuitos destinados as crianças e adolescentes das escolas públicas do município.